Crítica - Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (If I Had Legs I’d Kick You) não é um filme comum, é uma experiência claustrofóbica. A direção de Mary Bronstein nos prende em uma narrativa formada por planos fechados, sem espaço para respirar. Quase não há planos abertos, a câmera está sempre perto, íntima, nos forçando a encarar de forma angustiante a rotina caótica de Linda, interpretada por Rose Byrne em seu auge. O Enquadramento como Prisão A escolha da direção é clara, o isolamento através do enquadramento. O foco está em Linda, com um fundo neutro ou desfocado. Isso serve para separar Linda do cenário, destacando sua solidão. Mas a mise en scène e o design de produção brilham quando o desfoque é deixado de lado para revelar algo, como o apartamento de Linda bagunçado, que reflete o estado de sua vida. Outra escolha da direção é a ausência dos outros personagens na tela. Apesar de serem peças fundamentais na vida de Linda, alguns personagens não aparecem em tela até o fim do film...